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Frases no saldão [Raul Drewnick]

agosto 25, 2019

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Mulher opulenta: os homens de sua vida são mais de cinquenta.  *** Que desagradáveis são os fantasmas que, não se habituando ao fuso horário, vêm nos assombrar ao meio-dia, em vez da meia-noite, e chegam tropeçando em tudo, bêbados de saquê. *** Devemos servir à poesia com fervor, como se tivéssemos algo a lhe dar […]

Pijamas largos e moralismos [Raul Drewnick]

agosto 11, 2019

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Amor é bom e gostoso, com romance ou sem romance: honny soit qui mal y pense. *** Se Machado de Assis estivesse vivo, seria convocado por uma CPI para esclarecer se Capitu, afinal, traiu Escobar ou não. *** O cachimbo do Saci foi apreendido pelos acusadores de Monteiro Lobato, além de cinquenta gramas de pó […]

Uma porção de nadas [Raul Drewnick]

julho 28, 2019

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Embora hoje possa não parecer, nasci para escrever. *** Na vida de um escritor, não há como escapar. Só há dois modos de ser: ou viver para contar, ou contar para viver. *** Honro minha espécie, sou dócil por inteiro. Que não possa  quem me matar chamar-me de mau cordeiro. *** Aos oitenta, para o […]

Ah, Estocolmo [Raul Drewnick]

julho 14, 2019

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Estocolmo seria o nome ideal para aquele tipo de mulher que, única na perturbadora opulência de sua carne, não faz senão negá-la a vida inteira. *** Escrever todo dia pode te fazer bem, mas fará à poesia? *** A vida foi sempre uma ilusão, é certo, mas nunca como no tempo dos musicais da Metro. […]

Poetas e mais ocorrências [Raul Drewnick]

junho 30, 2019

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Era o melhor poeta do município. Dizia-se dele, entre outras proezas, que ninguém matava mais convincentemente um cisne parnasiano. *** É um desses tipos que todos acham normais e agradáveis, até o momento em que, exímios como os pistoleiros do Velho Oeste, sacam um soneto. *** Nas barganhas de amor, a quem pouco pede nada […]

Gêneros etc. [Raul Drewnick]

junho 16, 2019

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A questão de gêneros é a que hoje mais causa espécie. *** No meio do século passado, um industrial, Giancarlo Primore, fez fortuna ao montar no Brás uma fábrica que produzia um líquido para lustrar poemas concretistas. *** Ele canta como os passarinhos. É a opinião dele, não a dos vizinhos. *** O poeta deve […]

Algumas reflexões, nada mais [Raul Drewnick]

junho 2, 2019

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Vi uma vez um defunto tão corado e sadio que estive a ponto de lhe conceder o benefício da dúvida. *** Manoel de Barros e Mario Quintana eram dois passarinhos que se disfarçavam de poetas. *** Escrever é como garimpar: provavelmente nada, afortunadamente ouro. *** Só os gramáticos sabem se é melhor morrer ao meio-dia […]

Estocolmo e outros pesadelos [Raul Drewnick]

maio 19, 2019

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Escreve duas páginas e já fica ofegante. Pergunta aqui, pergunta ali, mas Estocolmo é sempre mais adiante. *** Cada noite é maior a dificuldade para distinguir um fantasma falso de um fantasma de verdade. *** Aos dezoito anos eu já era mais tolo do que jamais seria. Só que ainda não sabia. *** Depois de […]

Estratagema e outros ardis [Raul Drewnick]

maio 5, 2019

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Uma flor faz mais sentido quando interrogada pelo vento. *** As maneiras de enaltecer o amor são tantas quanto os modos de maldizê-lo. *** Estratagema é o tipo de recurso que usaríamos numa conquista amorosa, se não soasse tão pernóstico. *** De um galho da ameixeira, meninos eu vi, brotar um bem-te-vi. *** A melhor […]

Frases sem compromisso [Raul Drewnick]

abril 21, 2019

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Já que vão mesmo rir de você, apresente-se como humorista. *** Se for persistente, o escritor jovem pode aspirar, no mínimo, a tornar-se um velho escritor. *** No velório, um comentário sobre o defunto: ”Quase não reconheci o Túlio. Como os três meses de spa fizeram bem a ele.” *** Quem me dera ter algum […]