Browsing All posts tagged under »Alexandre Brandão«

O que é então, moço? [Alexandre Brandão]

junho 9, 2019

8

(Imagem: Átila Roque) . Sonhava com uma fazenda, um pedaço de terra onde pudesse plantar umas poucas frutas e legumes. Para comer de quando em quando pamonha e curau, uma plantação igualmente modesta de milho. A felicidade, que nunca é plena e permanente, pousa de leve num mundo assim, ou assim com o acréscimo de […]

Minicrônicas para os nossos dias [Alexandre Brandão]

maio 26, 2019

8

(Imagem: Átila Roque) . Do diabo: “Há um lúcifer no fim do túnel”, me disse meu anjo da retaguarda. Fiquei aterrorizado e reagi com firmeza: “Não se brinca com esse tipo de coisa”. Lustrando suas asas, o anjo argumentou que sua função celestial o impedia de fazer brincadeiras. . A bala perdida: Os times estavam […]

Lista de desejos [Alexandre Brandão]

maio 12, 2019

9

(Imagem: Átila Roque) . Escrever como se lesse. Chorar para lavar os olhos, lavar os olhos para não cair de vez. Não aceitar a maçã, voltar ao Paraíso, comer a maçã e ser expulso de lá. Vender a mãe, entregar a sósia. Apartar o sujeito de um verbo encrenqueiro com uma corajosa vírgula. Piar para […]

Roupas e ideias: o eterno retorno [Alexandre Brandão]

abril 28, 2019

6

(Imagem: Átila Roque) . Certa vez, li um comentário do Verissimo sobre moda. Segundo ele, desde sua primeira calça comprida sempre usou o mesmo modelo, e, assim, de vez em quando, estava na moda e, de vez em quando, fora. O que está por trás da percepção do cronista é que não somos tão criativos, […]

Verissimo, nem te conto [Alexandre Brandão]

abril 14, 2019

8

(Imagem: Átila Roque) . Na rua Barão de São Borja, quase esquina da Dias da Cruz, no Méier, vive meu traficante. Calma, meu traficante de títulos. Penso assim: não fosse por um título como “História Universal da Infâmia”, quem leria Borges, o cego? E Ramos, o preciso, sem a força de um sonoro “Vidas Secas”? […]

Homens nas ruas do Rio [Alexandre Brandão]

março 31, 2019

8

(Imagem: Átila Roque) Com uma das mãos no bolso, coça a perna e respira fundo. A tristeza não mede esforços para se apoderar de seus sentimentos, homem. Ela é assim, sempre assim: dona da festa escura, da face incolor, do sono tolo. Mas o mar está bem ali — o sol também. Crianças correm no […]

O que tenho para contar [Alexandre Brandão]

março 17, 2019

8

(Imagem: Átila Roque) . Passeava pelo jardim quando fui fisgado pelo cheiro de uma flor. Olhei atentamente para ela. A flor, rubra, exuberante, no ápice de sua existência, era minha mãe. Minha mãe, intensa e breve! (Para meus irmãos) Eu o via, aqui e ali, de quando em quando. Ontem, no parque, ele estava visivelmente […]