Browsing All posts tagged under »Alexandre Brandão«

A ciência cansada [Alexandre Brandão]

agosto 20, 2017

2

(Imagem: Átila Roque)  A moça que vai descer do ônibus antes de mim leva o celular no bolso de trás da calça. Eu me pergunto a razão disso, não me parece natural, muito menos seguro, haja vista que o aparelho fica metade para fora. No bolso de trás, totalmente protegida, os homens, principalmente eles, levam […]

Sob os meus cuidados [Alexandre Brandão]

agosto 6, 2017

8

(Imagem: Átila Roque) Para Vanessa e Pedro No segundo dia da Flip de 2017, longe da festa, acordei, vesti o short, a camiseta, o boné, o tênis e, disposto, caminhei de Botafogo à Gávea, uma boa distância. Fui ao Instituto Moreira Sales ver a exposição com as fotografias tiradas por Chichico Alkmim em seu estúdio […]

Ali onde Getúlio entrou para a história [Alexandre Brandão]

julho 23, 2017

17

(Imagem: Átila Roque)   Este Brasil não tem jeito. Em mesa de bar com amigos, encasquetamos com tal afirmação. Todos somos desses que acreditam, pelo menos em tese, que a política é a única forma de superarmos os entraves que estão aí, à vista de todos. Porém, com a lambança feita pelos políticos, fomos parar […]

O dia da chegada de Guineto ao céu [Alexandre Brandão]

julho 9, 2017

6

(Imagem: Átila Roque) Ao Sílvio Sales, que é fã do sambista Em maio deste inominável 2017, Almir Guineto bateu à porta do céu. Durante a triagem habitual, São Pedro comunicou-lhe que um pouco mais tarde Deus o receberia para tratar de um assunto. Guineto, que já deixara o corpo frio para trás, viu a alma […]

Três leituras [Alexandre Brandão]

junho 25, 2017

2

(Imagem: Átila Roque) Meu amigo Ricardo me deu “Águas-fortes cariocas” (Rocco), livro de Roberto Arlt, escritor argentino, contemporâneo de Borges, o cego. Águas-fortes era o nome da coluna que o escritor mantinha em um jornal de seu país, na qual escrevia o que se pode chamar de crônicas. Pois bem, em 1930, Arlt veio ao […]

Essas palavras… [Alexandre Brandão]

junho 11, 2017

6

(Imagem: Átila Roque) … um tanto quanto clichês Naqueles dias eu matava grito a perros e dormia de olhos deitados e corpo fechado. Sopesava cá com meus bordões jobinianos: o brasileiro não é para princípios claudicantes. Tentado a me distrair, assoviava tocatas e afastava-me da filosofia esbeiçando o pensamento em frase desfeita, por exemplo, uma […]

O som dos destroços [Alexandre Brandão]

maio 28, 2017

7

(Imagem: Átila Roque) Escrevo esta crônica a partir da perda de uma foto, aquela 3 x 4 que o tio Raul me deu. Tinha uma dedicatória: “A mi querido sobrino Alexandre, un abrazo fuerte y apretado de su tío Raulito”. As palavras, se não eram essas, soavam mais ou menos assim e foram escritas em […]