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Eis-me aqui [Daniel Russell Ribas]

setembro 17, 2018

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Ajoelha. O céu rubra, cujas veias fluem azuladas e aos poucos desaparecem em meio à cortina esfumaçada translúcida, suspira. Sente o cheiro? Suas narinas perdem o tecido e tudo é reativo. Não há cirurgia que resolva. É agora neste instante o momento é agora vê vive viveja? Sua humildade é tão forjada quanto as profecias. […]

Cindy [Daniel Russel Ribas]

agosto 6, 2018

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Cindy está sentada no meio fio da calçada. O dia surge no horizonte, e não há mais clientes à vista. Ela resolve dar um mergulho na mar. Apesar de estar numa cidade litorânea há quase um ano, nunca tinha ido à praia. Esta era apenas um cenário ofuscado pela escuridão e vidros. Tira seus sapatos […]

Parceiros da noite [Daniel Russell Ribas]

julho 23, 2018

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Estudo para infinito. A noite é uma sereia, com seus encantos proporcionais aos perigos que oferece. Anos como flaneur de ruas alaranjadas. Almas no limbo transitam de um ponto para o outro, apenas para refazer o trajeto de novo, de novo, de novo. Você conhece os lugares, as pessoas. Mas a busca incessante nos faz […]

Relato de uma viagem de ônibus [Daniel Russell Ribas]

julho 9, 2018

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Este é um texto de 2009. Com exceção de que está ensolarado, não notei muita diferença entre essas tragicomédias de situação e as que encaro em minhas viagens de ônibus agora. Bom, a televisão em alguns transportes inibe em parte essas interações. Fora isso, nós mudamos? Leiam e comentem esta versão atemporal de vale a […]

mar infinito [Daniel Russel Ribas]

junho 25, 2018

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sinto na superfície gotas que ativam a eletricidade dos nervos. atento, permito que deslize e entre em mim. Dias nublam um cordel afônico, cujos participantes assemelham-se a bonecos em um teatro grotesco. não sabemos quem dirige, apenas a autoria. o texto segue em idas e vindas previsíveis pulsantes palpitantes. o que quero dentro desta moradia […]

As partes do amor [Daniel Russell Ribas]

junho 11, 2018

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Há tanto que poderia discorrer, mas prefiro agora compartilhar o que o mundo não vê à sua frente. Tudo que se esconde sob o sol me fascina. Talvez seja um atributo egoísta, entretanto a crônica, fugaz em sua existência como o amor, permite esta indulgência. Por isso, peço licença para elencar fatores óbvios para o […]

Copacabana, sempre [Daniel Russell Ribas]

maio 28, 2018

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Copacabana nunca morrerá. Ela ostenta as marcas do tempo, como uma senhora de vida bem vivida, em que cores e cavidades do rosto e corpo denunciam um espírito que se recusa a ceder diante das adversidades. Para Rubem Braga, uma Atlântida tropical, um fantasioso museu aquático de tempos babilônios. Tempos? Toda noite, vou à janela. […]