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Uma rosa para aqueles doidos mansos [Cyro de Mattos]

janeiro 14, 2021

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A cidade tinha seus doidos mansos, suas manias faziam com que gente adulta sorrisse e os meninos mangassem quando deparavam a cena engraçada. De tão mansos mal não faziam a uma mosca. Ingênuos, indefesos, triste gente perseguida pelo fado. Incansáveis atores na vida diária, funcionavam como o riso da rua. Havia Mula-Manca, só andava bêbado, […]

O pequeno franzino Lua [Cyro de Mattos]

dezembro 31, 2020

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O futebol de Itabuna, digno de seu passado amador brilhante, quando era vencedor constante, dava orgulho à cidade. De uns tempos para cá se tornara em grande frustração, abatendo o torcedor de gerações passadas, acostumado a comparecer ao velho Campo da Desportiva para torcer com entusiasmo pelo seu time do coração. A frustração que esse torcedor […]

Natal com dois poetas [Cyro de Mattos]

dezembro 17, 2020

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Há tempos vinha enviando em dezembro para pessoas de meu círculo afetivo, parentes, amigos e escritores, minha mensagem de Natal acompanhada de um poema. Penso que decorreram mais de trinta anos quando fiz o primeiro poema motivado pelo Natal com essa intenção. Lembro do primeiro que enviei. Manjedoura — O que mais encanta/ é acontecer […]

Descoberta de Castro Alves [Cyro de Mattos]

dezembro 3, 2020

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Saltou do bonde na parada próxima ao Restaurante Cacique e Cine Guarani, com o firme propósito de conhecer aquele monumento de mais de dez metros, um homem lá no alto encimando o pedestal. Aquele homem de cabeleira negra e basta devia ser muito importante para que fosse homenageado em monumento tão grandioso. Atravessou a rua […]

A Quase Moça Edelzuíta [Cyro de Mattos]

novembro 19, 2020

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Edelzuíta sabia contar histórias para o gosto de cada menino. História de encantamento, com gente, bicho, religiosa, de exemplo e assombração. Sabia contar cada uma melhor do que a outra. Algumas histórias que contava causavam alegria, fazendo todo mundo sorrir. Era quase uma moça, cabelos finos, rosto pálido, tinha os traços de cabocla. Trabalhava no […]

Marimbondo Tapa-Goela [Cyro de Mattos]

novembro 5, 2020

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Tinha descoberto a goiabeira carregada de goiaba madura no quintal da casa da velha Maricota. Não disse nada aos amigos lá da rua. A turma daquela vez ia me ver com a capanga cheia de goiaba madura, sem saber onde era que eu tinha descoberto aquela mina. O quintal da casa da velha Maricota ficava […]

Nada era pior [Cyro de Mattos]

outubro 22, 2020

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Não existia nada pior no mundo do que tomar remédio de óleo de rícino. Como outros meninos lá da rua, todos os anos tinha de beber um copo com aquela droga de remédio, que dava enjoo quando descia na garganta. O cheiro do remédio no copo cheio provocava um frio no corpo todo, de tal […]

Vestido de frade [Cyro de Mattos]

outubro 8, 2020

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Depois de cortar com a tesoura o pano marrom, minha mãe ficou  na máquina de costura, fazendo aquela roupa, que parecia mais um vestido folgado de mulher.  Quando ficou pronta, ela me chamou para que fosse experimentá-la. Ela chamou de hábito aquela roupa que ela passou a manhã toda costurando na velha máquina de costura, […]

Encontro na Alemanha [Cyro de Mattos]

setembro 24, 2020

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O falecimento do professor, historiador e cientista político Luiz Alberto de Viana Moniz Bandeira, ocorrido em 10 de novembro, na Alemanha, é uma perda imensa para a cultura brasileira. Abalou a Academia de Letras da Bahia, da qual era membro correspondente e mantinha relações de amizade intensa com alguns de seus filiados. Foi um pioneiro […]

O sol no coração [Cyro de Mattos]

setembro 10, 2020

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O estrangeiro viu todo mundo cantando e dançando na chuva quando chegou à cidade. Qual seria o motivo para toda aquela alegria? A região era muito seca e há anos não se via cair do céu uma gota d’água? – o estrangeiro indagava-se. De canto a canto, a cidade era só euforia, subia da terra […]