Miraculous: As aventuras de Ladyblois [Tiago Maria]

Posted on 23/01/2020

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Ela já foi amante do Roque Santeiro quando ainda era casada com o Sinhozinho Malta. Já trocou crianças na maternidade, enganando, ao mesmo tempo, a própria filha e o Antônio Fagundes. Vendeu pastel na rua pra sustentar a Glória Pires. Ela já namorou o Brasil, gente, o Brasil! Atualmente é casada com um fazendeiro e está noiva do Bozo, o Bozo, gente! Já se pegou com o José Mayer em diversas horários. Dava uns beijos no Cláudio Marzo nas antiga. É filha de um militar de nome Jesus e uma pianista de Pelotas, estudou balé clássico, foi criada em Campinas mas nasceu em Franca. Ora, Francamente!

A Regina quer primeiro conhecer melhor a estrutura da Secretaria da Cultura antes de dizer um, “tá, pode ser”. A Regina tinha medo, agora, “vambora!”.  Recebeu o aviso prévio do Willian em rede nacional. Regina já foi Malu Mulher. Hoje é só Malu Ca. Regina quer dizer rainha, senhora absoluta. Curiosidade: nos Estados Unidos é considerado uma versão feminina do nome Rex, que pode ser: nome comum para um cachorrinho, ou, aquele Dino, o Tirano. Dizem, mas só dizem, ninguém teve coragem de escrever ainda, que a Regina, quando era a namoradinha do Brasil, traiu Bentinho, mas não oficializou, pra não perder a pensão vitalícia.

Eu, sinceramente, de coração, não tenho, de verdade, nada, absolutamente nada, contra a Maria do Carmo, a Chiquinha Gonzaga, Viúva Porcina, a órfã Patrícia e nenhuma das Helenas. Absolutamente nada. Não sei quantas vezes terei que repetir. Valei-me meu São Manoel Carlos. Será o pé do Benedito Ruy Barbosa.

Agora, um mistério vai ser revelado se a noivinha vier a contrair núpcias. Nem que seja nos últimos capítulos. Assim como o Chaves e o Chapolim, o Super Homem e o Clark Kent, a Ladybug e a Marinette, Regina e Damares terão de aparecer juntas em algum momento, ou, ficará provado que são realmente a mesma pessoa. Vai, Brasééll!!

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E com vocês, por mais incrível que pareça, Tiago Maria, brasileiro, cansado, 38 anos, cardioinsistente. Profissão: esperança.

Idealizador da Oficina Litehilária Crônicas de Graça. Participou das antologias Santa Sede Crônicas de Botequim safra 2013, Cobras na Cabeça crônicas (ir)reverentes e Maria Volta ao Bar. Premiado na maratona de escrita criativa, promovida pelo Instituto Estadual do Livro (IEL), durante a 62ª feira do livro de Porto Alegre. Publica toda terça no blog tiagomaria.wordpress. Na RUBEM, escreve quinzenalmente às quintas-feiras.

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