Dúvidas frequentes [Marco Antonio Martire]

Posted on 09/10/2019

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Vejo muita gente querendo saber sobre a profissão de escritor. A curiosidade se multiplica em dúvidas, que vão desde detalhes a respeito dos gêneros literários até a formação necessária para iniciar na carreira.

Durante uma Flip, participei de mesa onde discutimos a formação. Escrever livros não exige uma formação especial, embora eu reconheça que alguma seja preciso, principalmente a adquirida por anos de leitura. Cursos também são excelente opção para aprender mais.

Escrever — em teoria — requer só o teclado e a tela em branco, por isso existe a tendência de achar que apenas vontade chega para o talento. Exige-se ainda: conhecimento, trabalho, aprendizado, pesquisa, tempo. São todas experiências da prática. Maior dificuldade costuma ser a ansiedade, esse desejo de colher os doces frutos da profissão logo no primeiro livro. Não raro essa ansiedade revela que não existe uma verdadeira vontade de seguir a carreira literária.

Matéria conta que jovens com originais nas mãos estariam largando os empregos na luta por espaço no mercado. O sonho de escrever o próximo best-seller é poderoso e seduz muitos com a esperança de que seu texto vai resolver um dia.

É claro que não há livro sem o sonho de vir a se tornar best-seller. Escritores pensam nisso, editores, mas tenhamos em mente: o texto tem que ser bom (tem que ser incrível!), é investir na preparação. O sucesso pode demorar, tempo ao tempo e aproveite. Melhor é gostar do que faz.

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Marco Antonio Martire é carioca, escritor e cronista. Publicou os contos de “Capoeira angola mandou chamar”, a novela “Cara preta no mato” em ebook, e participou das coletâneas de contos “Clube da Leitura – volume III”, “Escritor Profissional – volume 1” e “Clube da Leitura – volume 4”. Escreve crônicas para a RUBEM desde 2014. Em 2018 lançou “O gato na árvore”, pela Editora Moinhos. Suas crônicas saem quinzenalmente às quartas-feiras. 

Posted in: Crônicas