10 livros de crônicas de viagem

Posted on 13/11/2018

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O que faz o cronista quando viaja? Escreve crônicas sobre aquilo que vê, naturalmente. Entre muitos possíveis, RUBEM lista 10 livros escritos por cronistas enquanto estiveram fora da sua terra de origem. O inevitável choque cultural que fatalmente acompanha essas viagens é tratado nesses livros de modo frequentemente divertido, mas também reflexivo e poético. E tudo contribui para diminuir preconceitos e esterótipos, além de dar uma melhor visão de nós mesmos.
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Um brasileiro em Berlim – João Ubaldo Ribeiro (Editora Nova Fronteira). Retrato impagável e muito divertido da passagem do escritor pela Alemanha, contando suas impressões, histórias e reflexões de como um brasileiro via a cidade pouco tempo após a queda do Muro de Berlim.

Cortina de ferro – Marques Rebelo (Editora José Olympio). Crônicas de uma prosa fina, ágil, lírica e permeada de sutil ironia sobre as andanças do escritor por lugares como Estocolmo, Praga e Moscou. Faz comparações com o Brasil em um período logo após o suicídio de Getúlio Vargas.

Cartas de viagem e outras crônicas – Campos de Carvalho (Editora José Olympio)Famoso por seus romances, Campos de Carvalho escreveu para o Pasquim, em 1972, uma série de crônicas de Paris e Londres que estão entre as coisas mais engraçadas e mordazes já feitas no gênero.

Viagem – Graciliano Ramos (Editora Record). Graciliano viajou à União Soviética em 1952, pouco antes de morrer, convidado pelo PCB, mas nessas crônicas ele mantém a sua independência de pensamento, não deixando de causar desconforto aos russos com os seus questionamentos.

Passaporte para a China – Lygia Fagundes Telles (Editora Companhia das Letras). Impressões da escritora sobre a sua estada na China em 1960, um país em que a novidade da revolução se misturava com a sua cultura milenar. Enquanto viaja, Lygia reconstrói suas memórias afetivas.

O encontro das águas – Fernando Sabino (Editora Record). Sabino foi um dos poucos escritores que se dispôs a conhecer a Amazônia e escrever sobre as suas impressões. Pôde confrontar muitos dos seus preconceitos e produziu crônicas que são não apenas divertidas, mas analíticas e críticas.

Ponte Rio-Londres – Elsie Lessa (Editora Record). Como o livro sugere, trata-se de crônicas que fazem uma ligação entre Rio de Janeiro e Londres. Em textos essencialmente líricos, Elsie Lessa nos transporta da maneira mais aprazível possível para o cotidiano da velha capital inglesa.

Chéri à Paris – Daniel Cariello (Selo Longe). Cariello morou cinco anos em Paris e reuniu nesse livro textos bastante divertidos que tratam das diferenças culturais entre brasileiros e franceses. Seus diálogos são ágeis e existem também crônicas de fundo um pouco mais melancólico.

Dias de cachorro louco – Edney Silvestre (Editora Record). Correspondente internacional nos Estados Unidos, o jornalista Edney Silvestre reuniu nesse livro (anterior ao 11 de setembro) crônicas que permitem melhor compreender a rotina de Nova York e a cultura norte-americana.

Águas-fortes cariocas – Roberto Arlt (Editora Rocco). Nesse livro, a situação se inverte: trata-se de um estrangeiro (argentino) que escreve crônicas sobre a sua passagem pelo Brasil. São textos de 1930 que apresentam um retrato muito pessoal e franco do Brasil e da Argentina da época.

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