Marcianas nº 2 [Rubem Penz]

Posted on 30/03/2018

8



Março, pensando bem, tende a representar um marco se visto por uma ótica sem cedilha.

xxx

Banda marcial é aquela que se apresenta em carnavais atrasados?

xxx

Quem (em)serra o março é o marçoneiro, depois de (em)pregar a falsa cultura by Millôr.

xxx

Ao fenômeno climático acontecido após fevereiro, quando faz calor úmido e não há vento, chama-se mormarço.

xxx

Os anos são considerados fumantes moderados. Jamais passam de um março só.

xxx

Quando o Carnaval cai em março, vamos ao salão cantar e dançar ao som de marcinhas?

xxx

Março é maliskuu. Em finlandês, é lógico. Em português seria escatológico.

xxx

Comprovável em cartório: em vidas passadas, casei-me com duas Márcias. Uma antes, em fevereiro.

xxx

Em Gerais, depois de fevereiro, vem abril. Lá falta o mar, sô! (Gian, Alexandre, perdão, perdão…)

xxx

Marça, marce, marci, março… Eu não falo finlandês.

xxx

Quem descobriu as águas de marte foi um astrônomo brasileiro chamado Tom J.

xxx

Quando o STF pendurou o julgamento do famoso HC para o dia 04.04, foi só pra não ser chamado de corte marcial?

xxx

Toda enxurrada em Marcio Montarroyos. Miriam: rios! (Sim, reconheço: de todas, essa foi a maaais forçada…)

P.S.1: por que Marcianas “Nº2”? É que há chances de Marcianas Nº1 (crônica bem diferente dessa e, diga-se de passagem, “ainda bem”) constar no livro Caio em mim (Ed. Buqui, 2018). Será nossa homenagem para Caio Fernando Abreu – 70 anos em 2018 –, em pleno processo de escritura na sala 5 do bar Apolinário. Próximo lançamento do coletivo Master Class Santa Sede e futuro sucesso de público e crítica. Projeto iniciado neste mês de… Adivinha?

P.S.2: Em 2019, o autor para quem dedicaremos um livro é justamente Millôr Fernandes, o qual desde já me contamina.

__________

Rubem Penz, nascido em Porto Alegre, é escritor e músico. Cronista desde 2003, atualmente está nas páginas do jornal Metro. Entre suas publicações estão “O Y da questão” (Literalis), “Enquanto Tempo” (BesouroBox) e “Greve de Sexo” (Buqui). Sua oficina literária, a Santa Sede – crônicas de botequim, dez antologias, foi agraciada com o Prêmio Açorianos de Literatura 2016 na categoria Destaque Literário. Na RUBEM escreve quinzenalmente às sextas-feiras.

Anúncios
Marcado:
Posted in: Crônicas