Novo livro de Pellanda já está em pré-venda

Posted on 08/07/2016

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(Imagem: Rafael Dabul/Divulgação)

O novo livro do cronista curitibano Luís Henrique Pellanda já está em pré-venda. “Detetive à deriva” (Arquipélago) é o terceiro trabalho de Pellanda no gênero e integra a coleção “Arte da Crônica” da Arquipélago Editorial. Seu livro de crônicas anterior,Asa de Sereia” (Arquipélago) foi considerado pelos escritores ouvidos pela RUBEM  como o melhor livro de crônicas lançado em 2013.

Adquira o livro no site da editora 

detetive

A capa do livro é de Humberto Nunes, sobre ilustração de Hallina Beltrão. Confira a orelha feita por Alvaro Costa e Silva:

“Reinventar a crônica – gênero praticado no Brasil desde a carta de Caminha, passando por Machado de Assis e Lima Barreto, até os anos de esplendor de Rubem Braga e Paulo Mendes Campos – não é para qualquer um. Mas é isso que faz Luís Henrique Pellanda, com a facilidade de quem vai ali na esquina.

Esse movimento de sair de casa tem tudo a ver. Ao contrário da tendência atual de transformar o espaço da crônica nos jornais, revistas e sites em tribuna de opinião, Pellanda prefere a rua como lugar de observação e inspiração.

Às vezes uma janela basta. O cronista confessa sua fixação nelas: “Vejo uma parede e já quero esburacá-la”. Insatisfeito, desce ao chão, “tão sujo quanto o céu”: a Boca Maldita, a Ébano Pereira, a Rua XV, as praças Tiradentes, Osório e Santos Dumont (para ele, a Pracinha do Amor), o Passeio Público, o Capão Raso da infância.

Ao passar as páginas de “Detetive à deriva”, o leitor se torna íntimo de logradouros nos quais, quiçá, nunca pôs os pés. Uma Curitiba que está longe do velho (e maldoso) diagnóstico – “a fria” –, pois surge cidade intensa, quente, quase pelando, mesmo que estejamos no inverno, ao depararmos estranhos personagens em inolvidáveis situações: o velho com a menina no colo, os urubus do terraço, um par de botas abandonado, o bebê chinês, um berçário de barbados, o rastro de pétalas da Saldanha Marinho…

Tudo é descoberta nos textos deste livro. A principal delas o próprio cronista descobriu ou, na melhor das hipóteses, tratou de inventar: a relação entre o flâneur e o detetive, entre os cronistas e os autores policiais. O mistério cotidiano narrado em pistas que só o autor vê. Não à toa, a epígrafe é tirada de um romance de Raymond Chandler: “Parecia uma boa vizinhança onde se cultivar maus hábitos”. Philip Marlowe, o private eye de Chandler, era antes de tudo um sentimental. Pellanda, um lírico durão.

Alvaro Costa e Silva     

DETETIVE À DERIVA

Coleção Arte da Crônica
Luís Henrique Pellanda
224 páginas | ISBN 978-85-60171-76-7

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