O diário de bordo de Cecília Meireles

Posted on 10/03/2016

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Em 1934, Cecília Meireles foi convidada pelo governo português a realizar uma série de conferências no país europeu, que também era a terra de seus ancestrais. Foram 22 dias de viagem rumo a Lisboa a bordo do navio Cuyabá, período que a escritora aproveitou para escrever crônicas ao jornal carioca A Nação. O material era acompanhado por ilustrações e pinturas de Fernando Correia Dias, marido de Cecília, e nascido em Portugal. Essas crônicas e ilustrações foram agora reunidas pela Editora Global no volume “Diário de Bordo“.

As crônicas revelam a admiração de Cecília pelo mar, tão presente em suas poesias, e fazem imaginar o céu púrpuro, o vento luminoso e as espumas prateadas oriundas do rebolar das águas. A beleza e o silêncio do mar foram enriquecidos com os mistérios e o lado obscuro da morte – revelando uma poesia mística, lírica e serena.

Suas minuciosas impressões também abrangem aqueles que, na terceira classe, regressavam, vencidos e humilhados, a Portugal, sem terem realizado o sonho da América.

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(Ilustração: Fernando Correia Dias) 

Relançamento – A Global também está lançando uma segunda edição de “O que se vê e o que se entende“, coletânea de crônicas de Cecília Meireles publicada originalmente em 1980. A nova edição conta com apresentação do escritor Ignácio de Loyola Brandão.

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