10 cronistas bissextos

Posted on 08/09/2015

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Diz-se “bissexto” a pessoa que exerce esporadicamente uma atividade, em especial a literária. A RUBEM foi atrás de escritores famosos por suas publicações em outros gêneros, mas que, vez ou outra, também fizeram os seus textos ao rés-do-chão.

Confira a lista.

bernardo10. Bernardo Guimarães (1825-1884). O autor de “A escrava Isaura” praticou a crônica nos primórdios do gênero no Brasil. Escrevia para jornais mineiros como “Diário de Minas”, “Jornal Constitucional” e “Liberal Mineiro”. As crônicas giravam em torno de acontecimentos políticos e fatos relacionados ao cotidiano da época. Em 2013 foi lançado o livro “Bernardo Guimarães cronista”, de Francelina Drummond.

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augustodosanjos9. Augusto dos Anjos (1884-1914). Reconhecido exclusivamente pela sua obra poética, o escritor já exercitava a prosa em jornais da Paraíba e do Recife antes da publicação de “EU”. Em ensaio, o jornalista Linaldo Guedes destaca que nas crônicas, cujo estilo variava do irônico ao esnobe, já era possível perceber a necessidade do poeta em expor sua visão personalíssima dos fatos na província e no Brasil.

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cyrodosanjos8. Cyro dos Anjos (1906-1994). Em 1933, era redator do jornal “A Tribuna”, onde publicou uma série de crônicas que se transformariam em seu romance mais famoso, “O amanuense Belmiro”, publicado quatro anos depois. A crônica foi o primeiro gênero que praticou na literatura e, de início, ele não tinha a pretensão de transformá-las em um romance. Mais tarde escreveria também ensaios, memórias e poesias.

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7. Nélida Pnelidaiñon (1937-). Autora de romances, contos, ensaios e memórias, a escritora imortal da ABL tem também um livro de crônicas chamado “Até amanhã, outra vez”, publicado em 1999. A obra reúne os textos de autora publicados na imprensa ao longo dos anos. São crônicas em que a escritora reúne reflexões, confidências, comentários sobre o dia-a-dia, relatos de viagens, além de acompanhar as atualidades.

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lygia

6. Lygia Fagundes Telles (1923-). Também imortal da ABL, a escritora, famosa pelos seus contos e romances, tem crônicas esparsas publicadas pela imprensa e, em 2011, lançou “Passaporte para a China”, uma seleção de 29 crônicas escritas em 1960 e que foram publicadas na época pelo jornal “Última Hora”. Nelas, a autora faz um relato, de forma sensível e pormenorizada, dos 20 dias que passou no país asiático.

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SP - HILDA HILST/ARQUIVO - VARIEDADES - Foto da escritora Hilda Hilst que morreu nesta madrugada, aos 74 anos, no Hospital Universitário da Unicamp, em Campinas, interior de São Paulo. Ela havia sofrido uma queda e quebrou uma das pernas, mas ocorreram complicações em seu estado clínico, como uma infecção e ela não resistiu. 10/10/2001 - Foto: HEITOR HUI/AGÊNCIA ESTADO/AE

5. Hilda Hilst (1930-2004). Poeta, ficcionista e dramaturga, a escritora também passou a colaborar em 1992 com o jornal “Correio Popular”, de Campinas, onde escreveu crônicas semanais até 1995. Três anos depois, esse material seria reunido no livro “Cascos & Carícias: crônicas reunidas”, ao lado de alguns textos esparsos e dois textos inéditos encomendados pela Playboy, mas nunca publicados.

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4. Rubrubemfonseca1em Fonseca (1925-). Uma única vez o escritor, famoso por contos e romances, se aventurou no gênero de seus xarás Braga e Alves. O autor havia começado a fazer crônicas para o seu próprio site e em 2007 reuniu esses textos no livro “O romance morreu”. Embora, vez ou outra, o escritor pareça fazer um artigo ou um ensaio, o livro contém textos típicos do gênero, inclusive com relatos cotidianos.

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3. Camposcamposcarvalho de Carvalho (1916-1998). Quando se fala sobre o silêncio do escritor, que desde o romance “O púcaro búlgaro”, de 1964, não escreveu mais, é preciso lembrar que em 1972 ele escreveu uma série de crônicas para “O Pasquim”. Em 2006, esses textos foram reunidos no livro “Cartas de viagem e outras crônicas”, marcado por um humor corrosivo e envolvente como poucas vezes se viu no gênero.

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otto

2. Otto Lara Resende (1922-1992). Autor de livros de contos e do romance “O Braço Direito”, o jornalista e escritor só viria a mostrar o seu lado cronista no final da vida, ao aceitar, em 1991, um convite para colaborar com a Folha de São Paulo. Começou a publicar crônicas diárias no jornal até uma semana antes de morrer. Sua produção no gênero foi reunida por Humberto Werneck no livro “Bom dia para nascer”.

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graciliano

1. Graciliano Ramos (1892-1953). O autor de “Vidas Secas” publicou, no início dos anos 40, uma série de crônicas sobre o título “Quadros e costumes do nordeste” na revista “Cultura Política”. Postumamente, foram publicados “Viagem”, com crônicas de sua viagem à URSS, “Linhas Tortas”, compêndio de crônicas desde 1915, e “Viventes das Alagoas”, com textos escritos para jornais e revistas desde 1937.

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