Zuenir Ventura, mais um cronista na ABL

Posted on 31/10/2014

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O jornalista e escritor Zuenir Ventura foi eleito nesta quinta-feira (30/10) o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras. Ele irá ocupar a cadeira nº 32, que era ocupada por Ariano Suassuna.

Zuenir, de 83 anos, reconhecido sobretudo pelo livro “1968 – O ano que não terminou”, é também cronista do O Globo. Publicou também os seguintes livros de crônicas:

– Crônicas de um fim de século (Objetiva, 1999)

– Melhores crônicas (Global, 2003)

– Crônicas para ler na escola ( Objetiva, 2012)

Em entrevista recente ao Jornal Cândido, Zuenir assim definiu a atividade do cronista: “O cronista é um voyeur, ou seja, alguém que está sempre olhando atentamente para o que está acontecendo e que, digamos, escreve mais com os olhos do que com a cabeça. Esse olhar “viciado” é uma espécie de deformação profissional que acompanha o cronista.”

Cronistas entre os imortais 

A Academia Brasileira de Letras perdeu recentemente João Ubaldo Ribeiro, escritor que teve na crônica um dos seus principais gêneros de expressão. Há pouco tempo foi eleito Ferreira Gullar, que também pratica o gênero, e ano passado foi a vez de Antônio Torres, cronista eventual.

Entre os atuais imortais, se destaca no gênero da crônica Carlos Heitor Cony, que a vem produzindo desde os anos 60. Há cronistas eventuais como Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Marcos Villaça e Rosiska Darcy de Oliveira. Já os cronistas que escrevem sobre assuntos específicos e não necessariamente literários são representados na ABL por José Sarney, Arnaldo Niskier e Afonso Arinos (crônicas sobre a diplomacia brasileira).

Domício Proença Filho, por sua vez, organizou e prefaciou coletâneas de Rubem Braga, Marco Lucchesi organizou as de Euclides da Cunha e Murilo Melo Filho organizou as de Austregésilo de Athayde.

Por fim, entre os críticos que já se dedicaram à crônica na ABL, estão Eduardo Portella, Alfredo Bosi José Murilo de Carvalho.

Mesmo que diversos imortais tenham algum tipo de relação com a crônica e que até mesmo alguns cronistas praticantes estejam entre os seus membros, é notório que nenhum deles conseguiu a sua cadeira por conta dela.

Veja também: Novo imortal, Ferreira Gullar também é cronista

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