As velhinhas de Copacabana e outras 49 crônicas que gostei de ler

Posted on 13/12/2013

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Os primeiros textos de “As velhinhas de Copacabana – e outras 49 crônicas que gostei de escrever” (L&PM), do gaúcho David Coimbra, já seriam suficientes para colocar este como uma das melhores coletâneas de crônicas lançadas em 2013. Escritas durante a sua estada no Rio de Janeiro, essas crônicas, feitas à maneira mais tradicional, possuem ótimas construções narrativas e uma sensibilidade notável, nascida da sua grande capacidade de observação. Sobretudo, são textos bonitos, que provocam aquela dorzinha gostosa em quem lê, salpicados aqui e ali pelo seu conhecido senso de humor.

Coimbra faz também aquilo que tem caído em desuso pelos cronistas, ou seja, indicar o local e a data em que escreveu cada crônica. Passada essa estupenda primeira parte com as suas crônicas cariocas, escritas todas no mês de junho deste ano, os textos começam a variar, abrangendo épocas e estilos diversos.

Destacam-se as crônicas que envolvem o seu filho pequeno, sempre um grande potencial para o gênero. Há algumas envolvendo, sempre de forma engraçada, conflitos entre os sexos, temática também bem conhecida do autor, muitas delas recorrendo a impagáveis explicações científicas e evolucionistas. Também há alguns mini-contos e, observando bem, está sempre presente uma dose de lirismo.

É um livro para confirmar a atualidade e a vivacidade do gênero, que parece ter crescido nos últimos anos e começa a merecer maior destaque da crítica.

Henrique Fendrich

 

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