Luís Augusto Fischer é o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre

Posted on 19/09/2013

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(foto: Adriana Franciosi/Agência RBS) 

Escritor e professor é estudioso das crônicas de Nelson Rodrigues

A Câmara Rio-Grandense do Livro divulgou na manhã desta quinta-feira (19/09) o nome de Luís Augusto Fischer como o patrono da 59ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Fischer foi escolhido por um colegiado em meio a outros 10 finalistas, incluindo os cronistas Fabrício Carpinejar e David Coimbra. O autor será empossado na abertura da feira, que acontece no dia 1º de novembro.  A feira prosseguirá até o dia 17.

Luís Augusto Fischer é professor de literatura na UFGRS, colunista da Zero Hora, e autor do best-seller “Dicionário de Porto-Alegrês”, além de contos, ensaios sobre Machado de Assis, Borges, Mário Quintana e outros. Também é autor de um livro de crônicas chamado “Contra o Esquecimento”, lançado em 2001.

Fischer e as crônicas de Nelson Rodrigues 

Em 2009, Luís Augusto Fischer lançou “Inteligência com Dor: Nelson Rodrigues Ensaísta”, tese de doutorado que defendeu em 1998.

Segundo Fischer, o Nelson Rodrigues cronista foi um dos melhores intérpretes do país, atingindo profundidade comum a poucos e sem o apelo sensacionalista que talvez tivessem os seus contos e romances. O professor também destaca o lado combativo de Nelson em suas crônicas, diferente do lirismo geralmente atribuído a Rubem Braga, tido como o maior cronista brasileiro.

Também ressalta que Nelson era um intelectual conservador e que fazia do humor uma arma, à semelhança de Machado de Assis. Sobretudo, defende que Nelson Rodrigues seja reconhecido literariamente também pela sua produção de crônicas.

O Nelson Rodrigues ensaísta, para ele, surge pelo diagnóstico do patético na sociedade, visível através dos exageros geralmente destacados em suas crônicas de Nelson Rodrigues. Fischer entende, com base em Montaigne, que os textos de Nelson Rodrigues publicados em jornal preenchem todos os requisitos para serem considerados ensaísticos.

E, ainda segundo Fischer, o Nelson Rodrigues cronista só não é tão celebrado quanto os outros porque é pouco lido, em parte porque o Brasil é de leitura essencialmente escolar e os textos de Nelson Rodrigues são menos agradáveis para este nível do que os de outros cronistas.

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